Trabalho inacabado...


cometendo todos os pecados que estão ao meu alcance
sufoco em leito que me desampara
sabendo que não há um braço fiel que me espere
eu sigo esta rota insana sem foco que o valha.

a paisagem é a mesma
e esta lepra antiga
tudo em forma circular
sem mais novas novidades
"...esse [meu] ovo mesquinho e fechado."


"...escuta aqui, cara, tua dor não me importa. estou cagando montes pras tuas memórias, pras tuas culpas, pras tuas saudades. as pessoas estão enlouquecendo, sendo presas, indo para o exílio, morrendo de overdose e você fica aí pelos cantos choramingando o seu amor perdido. foda-se o seu amor perdido. foda-se esse seu rei-ego absoluto. foda-se a sua dor pessoal, esse seu ovo mesquinho e fechado."
(Caio Fernando Abreu)
"Sim, deve ter havido uma primeira vez, embora eu não lembre dela, assim como não lembro das outras vezes, também primeiras, logo depois dessa em que nos encontramos completamente despreparados para esse encontro. E digo despreparados porque sei que você não me esperava, da mesma forma como eu não esperava você. Certamente houve, porque tenho a vaga lembrança - e todas as lembranças são vagas agora -, houve um tempo em que não nos conhecíamos, e esse tempo em que passávamos desconhecidos e insuspeitados um pelo outro, esse tempo sem você eu lembro." (Caio)









"... e seus olhos tinham a cor do mar. Tinham a cor exata de quem, por muito tempo, todas as horas, todos os dias de muitos meses e anos, olhou detidamente o mar, acompanhando o vôo das gaivotas, interrompendo-se em rochedos, nivelando-se ao movimento incessante das ondas. Verdes, de um verde movediço, entre o denso do vidro e o suave da hortelã recém-plantada, líquidos, como água móvel, interior da gruta, rasos de pedras claras, visíveis: os olhos vivos (...) me olhavam, molhados pela chuva, vértice de um novo movimento para onde eu convergia inteiro." (Caio)
I don't love you - Gerard Arthur Way



Eu não te amo (tradução livre por Debora King)

Bem, na hora que te fores
Não fiques pensando que eu vou te fazer tentar ficar
E, talvez, quando voltes
Eu terei ido embora pra achar outro caminho


E depois de todo este tempo que ainda me tomas
Tu ainda és o "bom-para-nada" que eu nem conheço
Então pega tuas luvas e cai fora
Melhor ires embora
Enquanto podes


Quando te fores
Poderias ainda te virar pra me dizer
Eu não te amo
Como amei
Ontem?


Às vezes eu choro tanto por implorar
Tão doente e cansada por essa violência desnecessária
Mas, meu bem, quando eles te derrubam
Te colocam lá em baixo e de fora
Lá é onde deves ficar


E depois de todo o sangue que ainda me tomas
Mais um dólar é só mais outro golpe
Então ajeita teus olhos e te levanta
Melhor te levantares
Enquanto podes


Quando te fores
Poderias ao menos te virar para me dizer
Eu não te amo
Como eu amei
Ontem?


Quando te fores
Poderias ao menos ter a coragem de me dizer
Eu não te amo
Como te amei
Ontem?
"O universo não é para mim. Um dia a gente cansa de ser sozinho. Até que eu fui bem forte, demorei a me cansar, 21 anos é um tempo bem razoável. Eu cansei. Tô jogando a toalha. Enjoei dessa brincadeira idiota. Estou esgotada de ser um John Coffey que, ao apagar das luzes, se resume aos suspiros que escondem abundantes lágrimas. Estou exaurida por desperdiçar meu entusiasmo com criaturas que nunca me darão como retorno metade do que dei de mim. Amizade e utopia caminham abraçadas e laços sangüíneos não amarram nem meus tênis, sequer unem meus lábios. As pessoas que se julgam mais próximas, são as que menos conhecem o meu interior.
Não. Não quero colo. Podes estar certo disso.
Me deixa chorar mais um pouco.
Calculemos a hora do nosso adeus."
Debby King




"And if nothing else, that minuscle mosquito-whine of a sound has proved to myself that I'm alive, that I'm not just a spirit lingering inside the clay effigy of my own dead body"
Stephen King
Ode à minha solidão

"Nas horas mais solitárias, é a solidão quem te acompanha: a amizade se isenta de compromissos mais perenes."

(Debby King)

 

Desabafo

     Minha companhia na janta de hoje foi uma mosca. Sim. Aquelas "mosquinhas-de-cemitério". Se bem que foi uma companhia um tanto quanto oportunista, dado o simples fato de ela estar tentando uma degustação do feijão requentado que, a mim nessa noite, servia de consolo.

     Eu comi demais essa noite. Talvez por descobrir que os mamíferos não são tão bons. Talvez por aperceber-me deprimida (ou o correto seria depressiva?). Talvez porque sim. Talvez porque não. Podia ser só fome, mesmo.

     Mas ando bem desiludida de tudo. Tristonha. Mais estúpida que o habitual e, por assim dizer, calada - o que é dom raro em mim.

     Algumas vezes, com ironia, afirmei que o meu humor se mede pelo meu dormir e pelo meu escrever. Se não dormi - stress ou euforia... talvez algumas minhocas se contorcendo em minha cabeça -, se dormi demais - cansaço, preguiça, ou tristeza ao extremo -, se não escrevi - tudo vai, como dizem os "normais", muito bem, obrigada! - e se escrevi - sim, vou de mal a pior, seja na minha revolta, seja na minha dor.

     E para piorar estou dormindo E escrevendo de forma quase compulsiva... sinal que algumas dores precisam ser expurgadas de qualquer maneira, a qualquer custo.

     E a janta acompanhada pela mosca foi o menos pior de tudo o que vivi no dia de hoje.

 

Rotina. Nada demais.

"... mas agora é troppo tarde, tudo já passou e minha vida não passa de um ontem não resolvido, bom isso. E idiota. E inútil." (Caio)

Domingo eu chorei de raiva
Segunda eu chorei
e terça também...
Sem razão aparente
e o choro termina
como termina um orgasmo
Mas o peso das lágrimas...
não há remédio que cure
as dores que foram transportadas
Penso que sou uma suicida
em potencial.
O mundo não é pra mim
menos ainda eu pra ele
mas eu me esforço
apesar de não ver retorno
estou cansada
do marasmo
a fuga é solução
pra tudo.

É vida demais pra mim
É insuportável.

(Debby)

Filosofia também nasce em messengers...e acaba por se tornar uma literatura...


Assunto retirado do meu messenger, teclava com um professor da universidade que se encontrava aniversariando...

[22:39] Debora: happy birthday!!!!
[22:39] Debora: \o/
[22:40] Debora: tudo de booom
[22:40] Debora: muitos sonhos!
[22:40] Filosofo: oi
[22:40] Debora: muita força
[22:40] Debora: seja feliz
[22:40] Debora: nunca esteja feliz
[22:40] Debora: a felicidade não pode ser efêmera nos sonhadores!
[22:40] Filosofo: bahh
[22:40] Filosofo: que toque
[22:40] Debora: ?
[22:41] Filosofo: que toque legal
[22:41] Debora: bah... filosofei professor
[22:41] Debora: hehe
[22:41] Debora: mas é
[22:41] Filosofo: yes
[22:41] Debora: a tristeza estraga meus sonhos
[22:41] Filosofo: sonhos tristes
[22:41] Filosofo: sonho0s pesados
[22:42] Debora: não que não sejam úteis
[22:42] Debora: mas o dia-a-dia já suga muito a gente...
[22:42] Filosofo: energia
[22:42] Debora: o bom é que a gente tenha sonhos q nos elevem
[22:42] Filosofo: como um terra para o raio
[22:42] Debora: sim
[22:42] Filosofo: yes
[22:42] Debora: \o/
[22:43] Debora: é bom dividir idéias...
[22:43] Debora: tu vê
[22:43] Debora: numa congratulação
[22:43] Debora: saiu um papo útil
[22:43] Debora: depois de um dia longo
[22:43] Debora: valeu o meu dia
******MULHER******

Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair,
Ou um lexotan para dormir?

Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta ,estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?

Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?

Que mulher nunca comeu
Uma caixa de bis,por ansiedade,
Uma alface,no almoço,por vaidade
Ou,um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Ou que "dele" não lembra nem o nome?



Recebi esse texto em um e-mail... e pela falta de maiores inspirações, publiquei...



E a pergunta para pender em nossas cabeças neste fim de semana que dá início:

Por que só percebemos o nosso poder de sentir quando dói???







Mais um dia que morre

tanta dor que chega a ser indolor
Ironia do destino é falta de destreza
Só amputar velhas raízes
Remover, modificar, reformular
Reciclar
O ser é o mesmo
Mas as idéias são novas
apesar de as dores serem as mesmas
não quero parecer coerente
Eu não sou...
Só me deixa quieta
pensando nos pecados de olhos e dedos
e vozes e cores
tudo fede
escória em demasia e eu danço nesse ferro-velho
Porque vivo o agora
Que se dane o resto
Que se danem os outros
Me desprendam de socialidades
Eu não sou social
Só mais um passo
E eu me liberto
Só mais um
Porque eu sou.
(Debby King)





Ás vezes até que eu aparento alguma facilidade com a escrita... impressionante! Me surpreendo comigo mesma... hehe.
Apesar de ter achado esse texto com o final mal costurado, ele me dá algum impacto... pelo menos a Literatura me é amparo, com freqüência... pois a vida tem me sido tão comum, tão simples apesar de pouco a pouco, dar novos detalhes na coloração... nuances mais pronunciadas(a minha pelo menos).
Há quem diga que meu blog se mostra um tanto doentio, doloroso... mas a proposta é mostrar o que me convém, o que me circunda, e tentar mostrar coisas que eu mesma desconheço de mim... portanto, me dei a liberdade de postar o que mais me apraz, o que me toca, o que me nasce. É meio difícil simplesmente expôr, a gente sempre pensa no outro lado... mesmo que este outro lado seja semi-inexistente. E que se foda (sinceramente, my best wishes 4 u) quem se desagradou... porque eu estou saisfeita comigo...e com o que me rodeia, com o que me invade e com o que me nasce... pobre dos que não são capazes de extornar o que há de belo dentro deles.


Gurias: Viva o All Star!!! \o/

Divas: Demissão já!

Aos infelizes: Ligue o "Foda-se" e seja feliz!






quem sou eu:
rara...



em luta constante comigo mesma, tentando aproximar contrastes e normalizar o que parece tão inventado em mim mesma...
uma mulher perdida no meio de tantas novidades tão "aparentemente" aleatórias...
buscadora de respostas a questionamentos meus... tão perdida e tão acolhida no habitat natural...


EU SOU>>>
*bridget jones
*christiane f.
*janis joplin
*G.H
*Dulce Veiga
*Carrie
*Medéia
*minha mãe
*yerma
*debby
*ninguém...


tanto tanto tanto a saber de mim e eu sequer me conheço... chega a me abater uma depressãozinha que cutuca de leve...

não tente me definir pela minha atitude...simplesmente não ache em mim uma definição!!!


"o que parece falta de sentido-é o sentido" C.L





"EU, FRAGMENTO HIEROGLÍFICO DE UM IMPÉRIO MORTO OU VIVO" C.L




"Eu, É aPeNaS uM dOs EsPaSmOs InStÂnTâNeOs Do MuNdO." C.L.







*****Produto desprovido de manual de instruções*****
lost thought
"uma boa noite a mim
que dormirei em uma cama vazia
que vou repousar as dores pensando em mais dores
que não vou dormir..."

Poltrona verde

(Laura Finocchiaro e Caio Fernando Abreu - baseada no livro "Onde andará Dulce Veiga?" de Caio Fernando Abreu)

Aqui sentada abandonada
Contemplo o mundo imundo
O tudo e o nada
Assim eu estou tão cansada
Assim perdida alucinada
Sobre o verde veludo desta poltrona
Apaixonada por tudo e nada
Navego em sedas me perco em mares
Eu tão distante do mar da vida
Farta de amores
Cheia de bares
Aqui sentada incendiada
Contemplo o mundo vagabundo
O nada e o tudo
Fumar é um prazer
Toda ferida aqui parada
Quase afogada na lama verde
Veludo mudo poltrona vida
Única amiga de uma cilada
Tão colorida
Que me deixou
Aqui sentada iluminada
Contemplo o mundo o mal o bem
O tudo o nada e o mais além
Vou pra não voltar

 

Caio, lindo como sempre... por uns dias esse poema foi quase um hino para mim, também tive meus dias em uma poltrona sentada e abandonada. E quem não tem???

Tempo bom era esse em que minha ocupação era exclusiva em buscar ME entender... hoje os dias são tão difíceis e intermináveis que eu já nem sei mais...

À beira de mais um fim de semana cheio de planos... e que sei que nenhum deles vai ser efetivado!!! Nem sei o que estou pensando ou sentindo, ando tão neutra, tão sem sal, tão nada...

Nem inspiração tenho tido nos últimos tempos!!! E estou aqui, torrando a paciência de quem quiser torrar, divagando sobre nada, totalmente menina-fútil-que-bloga, mas dane-se.

Viva o All Star!!!

É, tem gente que devagarinho começa a me fazer falta quando está ausente... que merda, hein???

 

"and I'm gonna miss you like a child misses the blanket...

it's time to be a big girl now...

i'm gonna be your friend and you're gonna be my valentine..."

 

 

"... O TEMPO É COMO UM RIO..." (STEPHEN KING)

 

>>>>>>acabo de constatar que sou uma pragmática! ai ai ai... que b******

(sem título)

a data não era a mesma
nem o lugar

aquele céu inquisidor
me olhava, filmava

e as estrelas eram as mesmas
e as nuvens eram as mesmas
e o vento varria as ruas com a mesma velocidade

mas aquele frio...
(seria em mim um vazio?)
(ou seria realmente frio?)
mas aquele silêncio...
(sem a tua voz a me afagar)
(sem o teu riso a cantarolar)

parecia um vão
parecia um vácuo
parecia não saber onde estava
parecia morta na tua ausência
 
 
 
Debora
 
 
 
 
Pois é, esse é mais um trabalho meu, escrito numa das minhas crises noturnicas... but don't worry... não estou morta na ausência de ninguém, foi-se o tempo em que eu desperdiçava meu tempo, vigor e poder criativo com futilidades como isso... não adianta mesmo, o egoísmo é algo sempre latente em mim, não me larga nunca... hehehehe
Apesar de parecer contraditória com isso, posso afirmar, Não, NÃO estou amando ninguém além de mim!!!!!
Companhia não significa amor, baby! E eu não acredito em amor.
 
Meninas: DÊEM VIVAS AO ALL STAR!!!!!!
 
E viva o All Star!!! \o/\o/\o/
 
Meninos: FUCK OFF!!!!

"podia falar de quando te vi pela primeira vez sem jeito de repente te vi assim como se não fosse ver nunca mais e seria bom que eu não tivesse visto nunca mais porque de repente vi outra vez e outra e outra e enquanto eu te via nascia um jardim nas minhas faces não me importo de ser vulgar não me importa o lugar-comum dizer o que outros já disseram não tenho mais nada a resguardar um momento à beira de não ser eu não sou mais tudo se revelou tão inútil à medida em que o tempo passava tudo caía num espaço enorme amar esse espaço enorme entre mim e você mas não se culpe deixa eu falar como se você não soubesse não se culpe por favor não se culpe ainda que esse som na campainha fosse gerada pelos teus dedos eu não atenderia eu me recuso a ser salvo "

Caio Fernando Abreu (a quem interessar possa)

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